07/11/2013

04/11/2013

A História dos 47 Ronins


Este é um célebre caso que retrata de forma peculiar os extremos a que chegam os samurais para cumprir com as suas funções e obedecer rigidamente os seus princípios éticos.

Essa história ficou imortalizada; é muito conhecida pelo povo japonês. Ainda hoje é contada em diversas formas e versões, incluindo teatro, cinema, televisão, literatura e teatro de marionetes. O teatro Kabuki tem essa história como tema em uma de suas mais famosas peças, assim como o Bunraku (teatro de bonecos).

Teatro Kabuki 47 Ronins
 Resumidamente, o que aconteceu foi o seguinte: 

Em 1701, Asano Naganori, do feudo de Akô, fica encarregado de importante trabalho ordenado pelo Xogun. Para desempenhar esse trabalho, Asano fica sob as ordens de um importante funcionário do Xogun, Kira Kozukenosuke. Conta-se que algo deixou Asano profundamente ofendido com Kira, provavelmente porque este não lhe recompensara devidamente pelos seus serviços. Assim, Asano atacou Kira e o feriu, mas não chegou a matá-lo devido à intervenção de terceiros. Segundo as leis que regiam a época, era considerado grave delito contra a autoridade desembainhar a espada em recinto imperial. Assim Asano recebe do Xogun uma notificação de que ele devia praticar o harakiri, para pagar pelo seu crime. Sem questionar mais nada, o senhor de Akô pratica o seppuku.

 Diante dessa situação, os seus vassalos ficam revoltados. Inicialmente, fizeram de tudo para que o feudo de Akô não fosse confiscado, coisa que geralmente acontecia nesses casos, passando a chefia do clã ao irmão mais novo de Asano.

A história dos 47 Ronins será tema de filme
Mesmo assim, o Xogun acaba decretando o confisco das terras de Akô. Com isso, todos os vassalos de Asano tornam-se ronin (samurais sem senhor para servir, desempregados). Um grupo desses samurais, exatamente 47, jura vingar o seu senhor. A princípio usaram a tática de iludir o inimigo, fazendo de tudo para que achassem que eles não estavam nem um pouco preocupados com a tragédia, e desejavam apenas esquecer o caso e viver em paz. Assim, freqüentaram assiduamente bordéis e participaram de diversas "noitadas", regadas com muito saquê.

O ataque se realizou no dia 14 de dezembro de 1702, uma fria noite de inverno. Os 47 ronins invadiram a residência de Kira e dominaram todos os seus guardas, que haviam sido pegos de surpresa. Kira havia se escondido, em vão, em um depósito de carvão. Ele foi encontrado e morto, e sua cabeça é levada triunfalmente ao túmulo de Asano, pelos seus antigos vassalos.


Depois da vingança, os 47 ronins se entregam ao xogun. Eles ganham grande simpatia e aprovação pública, e até mesmo no xogunato surgem opiniões favoráveis à absolvição desses bravos guerreiros, pois a vingança, nesses casos, é vista como uma virtude pelos samurais. Apesar disso, haviam violado leis fundamentais do regime destinadas a manter a paz e a ordem. Poucos meses depois eles recebem a ordem de se suicidarem. Todos os 47 ronins praticam sem hesitar o seppuku, incluindo Oishi Kuranosuke, o líder da revolta e seu filho Chikara, de apenas 18 anos.






01/11/2013

The Science of Aiki Part I: The Phisics


Em referência clara ao best seller "O Tao da Física" de Fritjof Capra, no qual o físico traça um paralelo entre conceitos físicos modernos e o pensamento filosófico oriental, foi tomada a direção contrária e o Aikido será abordado em uma série de posts com um aspecto mais científico. 


A seara escolhida foi a Mecânica Analítica, pois seu objeto de estudo é o movimento, tanto na Dinâmica (que considera as causas do movimento) como na Cinemática (desconsiderando as causas). Levando-se em conta as grandezas Força e Energia, pode-se partir do pressuposto de que as técnicas do Aikido são uma recondução da energia cinética liberada pelo movimento de ataque do uke. Uma vez considerado isso, há uma extensa lista de detalhes para que não haja geração de força contrária à força do movimento, como postura, distância, velocidade, correta movimentação e respiração, e a não-resistência à força. É exatamente aí que entra a importância da repetição dos exercícios e das técnicas, já que os detalhes variam para os praticantes. Afinal todos possuem alturas diferentes, energia potencial diferente, energia cinética diferente, maneiras de atacar diferentes e não obstante, reações diferentes. Em seu livro, o Sensei Wagner Bull ressalta:



"Os movimentos do Aikido aproveitam a energia cinética, potencializando o efeito das técnicas quando o praticante sabe se mover corretamente, sendo esta competência um das grandes segredos do poder marcial do aikido" (BULL, W.J. Aikido: O caminho da Sabedoria - A Teoria. Pensamento, 2003. p.256)



"(...) no vazio existe energia, bem como no cheio. Quando esta se manifesta saindo da forma potencial para a cinética, provoca a polarização e daí todos os fenômenos.(...)" (BULL, W.J. Aikido: O caminho da Sabedoria - A Teoria. Pensamento, 2003. p.274)



A harmonização entre a energia da força e a sua conseguinte recondução por parte do tori / nage é a razão da filosofia de O-Sensei Morihei Ueshiba. Para um aikidoísta, aquele ponto entre ele e o atacante, aquela fração de segundo para se harmonizar com o uke é o que precisa para executar toda árvore elementar de detalhes. Mal comparando, seria como redirecionar um torpedo ou um míssil em plena trajetória, reorganizando seu trajeto e impacto. Quanto maior a força, mais fluida fica a técnica e maior é a incredulidade, já que estamos reconduzindo uma atitude hostil a bel-prazer sem força contrária. Em uma tempestade, uma palmeira não quebra simplesmente. Isso seria sucumbir à energia cinética gerada pela força da tempestade. Ela simplesmente se dobra a favor da força até um pouco antes de seu ponto de ruptura enquanto não há variação de direção-sentido da força. E após a tempestade, ela retorna ao seu ponto inicial. Ao invés de resistir à força e ao impacto, o aikidoca reconduz a energia. Não há traumas. A harmonia ocorre. O tori sabe. E, principalmente, o uke sabe.

Parte II: A Matemática do Aiki, clique aqui

Código Samurai (Samurai Code)

While you can move, trains the body.
While it will not move, train the mind.

25/10/2013

Artes Samurais prt 2

KYUDO


O arco japonês
A presença dos arcos no mundo é muito antiga. Acredita-se que desde fins da Idade da Pedra, o arco já era usado no Oriente Próximo e Médio. No Japão não foi diferente e há vestígios, de que os primeiros arcos japoneses vêm dessa época. Um exemplo é um sino de bronze encontrado em que há desenhos inscritos, datado do fim da Idade da Pedra. Por isso também é comum se dizer que o kyūdō, o caminho do arco, é a mais antiga das artes marciais tradicionais do Japão, já que arcos têm sido usados desde a Pré-História.

 
O período feudal japonês (1187-1867)
Quando Yoritomo de Minamoto deu início ao Xogunato em Kamakura (inaugurando a Era Kamakura e, com ela, o período feudal), estabeleceu também o código de comportamento e pensamento do guerreiro, pregando que através da técnica de arco-e-flecha a cavalo (kyūba) poderia se dar o desenvolvimento do espírito. Para o disciplinamento da mente e do corpo, assim como para a prática das técnicas de combate, eram realizadas cerimônias de kyūba, como a inu-ōmono, a kasagake etc.



O desenvolvimento das técnicas
A partir do Período das Duas Cortes (Nambokuchō, 1336-92) e atravessando da Era Muromati (1392-1573), houve uma inovação de estilo no que concerne às técnicas de arco-e-flecha.
Na época do Imperador Godaigo, o método de tiro transmitido pela sociedade feudal foi criado por Nagakiyo e Sadamune Ogasawara, que estabeleceram as regras de etiqueta do arqueiro a cavalo. Depois, a família Ogasawara tornou-se instrutora do xogum Tokugawa e sua família. Em termos de registro das técnicas de tiro da época, o mais detalhado é provavelmente um grande compêndio escrito por Ryōshun Imagawa.

O arco como disciplina do corpo e da mente

Já em fins da época de Ōda Nobunaga e Toyotomi Hideyoshi (séc. XVI), começaram a ser importadas armas de fogo e o arco deixou de ser usado como instrumento de guerra. Em verdade, esses dois generais foram os primeiros a utilizá-las com sucesso em uma batalha e, após isso, era questão de tempo até que o fato se consumasse: o arco foi preterido e quase esquecido por completo com a chegada das armas de fogo. Isso levou as técnicas de arco-e-flecha a se refinarem cada vez mais com o objetivo de disciplinar o corpo e a mente.


Dentro dessa nova perspectiva, um caso a se ressaltar é o dos torneios de tiro à longa distância (tōshiya), em que o alvo fica a cerca de 120m e 4,9m de altura do arqueiro. Existindo desde o séc. XII, especialmente na forma de “torneios de resistência”, ganhou popularidade por volta do séc. XVI, quando no período do xogunato Tokugawa grandes mudanças ocorreram na maneira de se encarar o arco-e-flecha, pelas razões supracitadas.

O torneio no Sanjūsangendō, em Quioto, é o maior desse tipo e ocorre desde 1165. Esses torneios duravam até um dia inteiro e cada arqueiro podia atirar centenas de flechas. Havia diferentes categorias, como a competição de doze horas, a de vinte e quatro horas, a de cem flechas e outra de mil flechas. Além disso, mulheres também podiam participar (a partir da Era Tokugawa). Em 1606, o recorde era de 51 flechas acertadas, mas, entre 1661-88, esse número chegou a recordes inimagináveis com os casos de Shigenori Kanzaemon Hoshino e de Daihachirō Wasa.



O fim do xogunato e a Restauração Meiji
Com o prosseguimento da paz na Era Edo, o aperfeiçoamento do arco-e-flecha continuava, fosse enquanto técnica militar, fosse enquanto “caminho zen”, estabelecendo-se como disciplinamento para corpo e mente; mas, como o treinamento militar do fim do feudalismo (período quando dominavam os xoguns) da Era Edo não tinha por objetivos reais a guerra, um dia tudo parou. Numa época de ocidentalização e de armas de fogo não havia mais espaço para a tradição arqueira aparentemente.
No entanto, os treinos de kyūba continuaram a ser realizados, como parte do treinamento dos graus inferiores dos soldados. Até que no ano 28 da era segunte (a Era Meiji), aconteceu, em Quioto, o I Encontro Nacional de Artes Marciais do Japão, no qual, naturalmente, também aconteceram competições de kyūdō, contribuindo para a revitalização dessa arte.
Com a ocupação americana no Pós-II Guerra, todas as artes marciais foram proibidas, contribuindo ainda mais para o declínio do kyūjutsu tradicional. Então, quando a proibição contra artes marciais acabou, o kyūdō (e não o kyūjutsu) havia se tornado uma prática comum a todo o Japão. Em 1953, a Federação Nacional de Kyūdō (ZNKR ou ANKF) foi fundada, publicando um manual com seus padrões e supervisionando o desenvolvimento de kyūdō tanto no Japão quanto em outros países.



Texto e fotos retirados da internet

24/10/2013

BLOG FACERJ VILA DA PENHA 9.000 ACESSOS

Amigos,

Quando tive a ideia de fazer um blog para nosso dojo não podia imaginar que teríamos tantos acessos, minha ideia inicial era de algo mais intimista, restrito aos praticantes de Aikido da FACERJ, mas em pouco mais de 2 anos de vida nosso blog ultrapassou 9.000 acessos.


Posteriormente, começamos a publicar nossos posts em inglês, para que internautas de outros países também pudessem compartilhar dos textos e informações contidas no nosso blog. Internautas dos Estados Unidos, Alemanha, Russia, Indonésia entre outros países também visitaram o blog da FACERJ Vila da Penha, o que nos enche de orgulho e nos incentiva a melhorar cada vez mais o conteúdo apresentado.


Gostaria de agradecer ao Sensei Igor pela confiança depositada para escrever em nome da FACERJ Vila da Penha, aos amigos Felipe, Ulysses e Diego que prestigiam o blog com suas postagens.
Mas o agradecimento especial vai para você que visita nosso blog, e que nos incentiva a melhorar nosso conteúdo.


Se você deseja fazer parte dessa família, venha fazer uma aula experimental conosco, e praticar um Aikido de Excelência Técnica e Filosófica. O dojo localiza-se na Vila da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Domo Arigatô


23/10/2013

As virtudes do Yudansha



As sete pregas do hakama (5 na frente e 2 atrás) têm o seguinte significado simbólico.

1.Yuki = coragem, valor, bravura 
2.Jin = humanidade, caridade, benevolência 
3. Gi = justiça, retidão, integridade 
4. Rei = etiqueta, cortesia, civilidade 
5. Makoto = sinceridade, honestidade, realidade
6. Chugi = lealdade, fidelidade, devoção
7. Meyo = honra, reputação, glória ou reputação, dignidade, prestígio

O Real significado do Hakama não é de status mas sim de serviço aos companheiros e ao Bushido.